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Eficiência Operacional nos Sectores Recém Regulados - Caso EDA - Empresa de Electricidade dos Açores

Face aos novos desafios regulamentares as empresas públicas nacionais deverão apostar em ganhos significativos de eficiência operacional e de redução de custos e na inovação estratégica fundamental. O caso da EDA ilustra estes desafios e a forma como podem ser respondidos.

Os Desafios das Empresas Recém Reguladas

Drª Maria José Gil, Administradora da EDAÀ semelhança de outras empresas públicas nacionais recém reguladas, a EDA - Empresa de Electricidade dos Açores, SA, enfrenta um desafio de transformação profunda, dinamizado por directivas comunitárias de separação de actividades (“unbundling”) e pelo processo de privatização parcial.

Adicionalmente, o objectivo de garantir que as receitas sejam suficientes para sustentar os custos de exploração fica mais complexo com a necessidade de dar cumprimento aos Regulamentos Tarifários, impostos pela ERSE - Entidade Reguladora do Sector Energético, os quais limitam a evolução do tarifário - condicionando a evolução das receitas (via preço da energia) bem como os custos aceites para efeito de regulação. Tendo em conta a rigidez da elasticidade da procura, bem como as limitações que derivam dos impactos sócio-económicos da utilização da energia, as entidades do sector terão que responder a estes desafios através de ganhos significativos de eficiência operacional e de redução de custos e através da inovação estratégica na oferta dos serviços e na macro-estrutura do sector.

No caso da EDA, estes desafios são acrescidos pelas implicações da insularidade. O contexto geográfico dos Açores, que obriga à produção e distribuição de electricidade nas nove ilhas do arquipélago dos Açores, conduz à dispersão de serviços de apoio e centros de produção, dificultando a obtenção de economias de escala. Este efeito é amplamente notório ao nível dos custos com Fornecimento de Serviços Externos (FSE).

Os constrangimentos atrás referidos obrigaram a empresa a desenvolver um conjunto de acções que permitissem responder ainda melhor aos desafios colocados pelo regulador:

  • redução de custos directos;
  • alinhamento do tarifário (relativamente ao tarifário vigente no território continental);
  • estabelecimento de um modelo de imputação de custos baseado nas actividades (método ABC); e,
  • redesenho dos procedimentos produtivos.

Complementarmente, ciente de que existiam oportunidades de redução dos custos indirectos, o Conselho de Administração da EDA decidiu avançar com um programa de redução desses custos, segundo a metodologia PRICE - Programa de Redução Imediata de Custos de Exploração - desenvolvida pela Leadership Business Consulting.

A primeira fase do programa de redução de custos indirectos da EDA, de carácter experimental, incidiu sobre os custos de comunicação (voz e dados), serviços de higiene e limpeza e custos com a frota automóvel. No conjunto, estas três rubricas totalizam cerca de 40% dos custos com os Fornecimentos de Serviços Externos da empresa.

A primeira fase do programa resultou num conjunto de 16 recomendações que conduzirão a uma redução estimada em cerca de 13% do valor analisado. Estas recomendações assentam em actividades diversas tais como, centralização de contratos, racionalização de consumos e redefinição de procedimentos internos.

Adicionalmente, foi definido um conjunto de recomendações para o desenvolvimento estratégico da área de aprovisionamento, nomeadamente:

  • desenvolvimento de iniciativas de sourcing estratégico - Negociação de contratos a nível central e gestão operacional a nível local;
  • melhoria da gestão de fornecedores - Avaliação dos serviços e consulta regular ao mercado;
  • aposta na alavancagem das tecnologias através de um programa de compras electrónicas.

Em virtude dos resultados obtidos, encontra-se planeado a prossecução do programa de redução de custos indirectos da EDA que inclui a aplicação da metodologia PRICE a outras rubricas de custos com Fornecimento de Serviços Externos e desenvolvimento de consultas ao mercado em conjunto com outras empresas regionais de dimensão similar.

Apresentação da EDA – Electricidade dos Açores, S.A.

A EDA - Electricidade dos Açores, S.A., criada em 1980, tem como objecto principal a produção, a aquisição, o transporte, a distribuição e a venda de energia eléctrica por todo o arquipélago dos Açores. A empresa é detida maioritariamente pela Região Autónoma dos Açores, fazendo parte do seu capital social a ESA -Energias e Serviços dos Açores, SGPS, SA  e a EDP participações.

A empresa - uma das três maiores empresas do Arquipélago - está presente nas nove ilhas que compõem o arquipélago dos Açores. A EDA detém um conjunto de cinco empresas participadas:

i)      EGG - exploração de centrais hídricas e eólicas;
ii)     GeoTerceira - exploração da central geotérmica da ilha Terceira;
iII)   GlobalEDA - gestão de recursos de telecomunicações e sistemas de informação;
iV)   SEGMA - serviços de manutenção; e,
V)    SOGEO - exploração das centrais geotérmicas da ilha de S. Miguel.

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