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Ganhar o futuro através da Liderança, Gestão e Inovação

 

O sector ferroviário definiu um modelo estruturado e inovador para aumentar a sua Competitividade.

O sector ferroviário português definiu um programa inovador cuja tese fundamental sustenta que o processo de modernização do sector com vista ao aumento da sua produtividade e competitividade só terá sucesso se for devidamente alicerçado no desenvolvimento sistematizado e programado de competências de liderança, gestão e inovação.

fotoEsta tese é suportada pelos desafios socio-económicos que resultam do advento da Sociedade da Informação e da Mobilidade, e do diagnóstico da situação actual no sector vis-a-vis os ambiciosos objectivos nacionais e da União Europeia. Esta tese é reforçada pelos exemplos das melhores práticas mundiais e de outros sectores económicos que passaram recentemente por processos de liberalização e de transformação profunda, nomeadamente, os sectores das telecomunicações, da banca, da energia e da aviação.

O novo contexto competitivo do século XXI deve impelir o sector ferroviário a procurar novas fórmulas e, como refere o Livro Branco sobre a Política Europeia de Transportes, “efectuarem uma verdadeira revolução cultural”. Para ganhar os exigentes desafios do futuro, o sector ferroviário tem de saber atrair, desenvolver, motivar e reter os melhores talentos e desenvolver sistemas de desenvolvimento de competências, com enfoque nas competências relacionadas com a liderança, gestão e inovação tecnológica.

Hoje, mais do que nunca, são precisas lideranças inovadoras e orientadas para resultados economicamente sustentáveis, com elevada capacidade de atrair, entusiasmar e gerir talentos em rede e de mobilizar vontades colectivas a todos os níveis.

O Grande Desafio das Competências Necessárias

O grande desafio consiste na definição da linha de equilíbrio entre o grau de investimento na modernização do sector e o correspondente grau de investimento em novas competências, conforme indicado na figura 1 (ver página seguinte).

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Eng. Cardoso dos Reis (esquerda), Presidente da CP, Professor Manuel Caetano, Dr. Moreira da Silva, Director Geral de Organização e Desenvolvimento da REFER e Dr. José Pedro Melo, Partner da Leadership

“O forte investimento que vai ser realizado no sector ferroviário, com destaque para a Alta Velocidade, vai requerer novas competências e protagonistas. É necessário preparar os quadros das empresas para responder aos novos desafios, reter o domínio e o conhecimento nas disciplinas técnicas, maximizando os ganhos futuros para o país. Este programa de desenvolvimento de competências, com a participação de todos os agentes do sector, vai ser um instrumento fundamental para ir ao encontro destes objectivos.”
Dr. Moreira da Silva



Figura 1 –  Balanceamento Desejável

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O Sector Mobiliza-se

Neste contexto, respondendo à iniciativa e à proposta da Leadership Business Consulting, representantes das principais entidades do sector ferroviário português, em articulação com o Gabinete da Secretaria de Estado dos Transportes e da Secretaria Geral do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações:

   I)   Realizaram um exercício estratégico de análise e definição das competências - chave para atingir o futuro desejado; e
   II) Definiram um Programa Integrado de Desenvolvimento de Competências.

Este projecto foi gerido pelo Dr. Fernando Moreira da Silva, Director Geral de Organização da REFER e envolveu representantes das seguintes entidades: CP, EMEF, Fernave, Ferbritas, Fertagus, Invesfer, Rave, Refer, Refer Telecom, Secretaria-Geral do MOPTC e Secretaria de Estado dos Transportes.

As Competências Críticas para o Sector Ferroviário

Tendo em consideração o novo contexto competitivo, os desafios do sector ferroviário, o diagnóstico da situação actual e o benchmark internacional, foram definidas 3 dimensões de desenvolvimento organizacional (liderança, gestão e inovação tecnológica) e 8 grupos de competências. Dentro de cada grupo de competências foram definidas competências-chave, num total de 20. Entre estas, foram definidas as 6 principais competências para o sector ferroviário vencer os desafios futuros:

  • Identificação e desenvolvimento de talento;
  • Planeamento e gestão da mudança;
  • Gestão pelo valor;
  • Gestão contratual;
  • Orientação para o mercado/cliente; e
  • Gestão da inovação tecnológica.

Estas 6 competências são as que mais contribuem para os objectivos estratégicos do sector e para ultrapassar as limitações ainda existentes.



O Programa de Desenvolvimento de Competências no Sector

Tendo em consideração as competências críticas necessárias, foi definido um Programa Integrado de Desenvolvimento de Competências por forma a melhorar a capacidade de resposta do sector aos desafios da modernização, da produtividade e da competitividade. Os objectivos directos do programa são:

   I)     Criar uma visão global e mobilizadora do processo de modernização;
   II)    Aumentar a aquisição e disseminação de conhecimento em áreas relevantes;
   III)   Estimular o desenvolvimento da inovação e da investigação aplicada; e
   IV)   Aumentar a qualificação dos Recursos Humanos.
 


O programa está estruturado em 3 grandes vertentes de actuação e 8 áreas de intervenção.

A vertente estratégica tem um impacto orientador e contempla iniciativas sobre políticas e a forma de organização do sector, incluindo as seguintes áreas de intervenção: Governação Sectorial de RH e Políticas Sectoriais.

A vertente operacional tem impacto directo no desenvolvimento de competências do sector e actua directamente sobre a gestão e desenvolvimento de recursos humanos, incluindo as seguintes áreas de intervenção: Educação e Desenvolvimento, Práticas e Processos  de RH, Inovação e Conhecimento, Marketing / Comunicação.

A vertente de suporte tem impacto transversal, constituindo acções de suporte à implementação do programa de desenvolvimento, incluindo as seguintes áreas de intervenção: Programa de Gestão da Mudança e Portal do Conhecimento.

Figura 4 – Síntese das Áreas de Intervenção
 

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No âmbito de cada área de intervenção foram definidas iniciativas detalhadas, que se enunciam a seguir.

Figura 5 – Síntese dos Programas e Iniciativas
 

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Os factores críticos de sucesso deste programa são:

  • Divulgação do programa ao sector;
  • Adesão, mobilização e compromisso dos agentes e das entidades chave do sector com o programa;
  • Gestão ágil e afectação de recursos adequados ao programa; e
  • Foco nas actividades chave do programa.

O Desafio da Acção

Existe um modelo estruturado de actuação que está aberto à participação dos agentes do sector em várias vertentes. O Portal do Conhecimento do sector já foi lançado e a sua gestão está a cargo da Fernave. O Conselho de Desenvolvimento também já foi constituído.

Falta agora os agentes do sector mostrarem que são capazes de assumirem a iniciativa e de o levarem à prática.  Este é o momento para os líderes se assumirem. Líderes que se foquem na acção e na concretização de resultados em vez de se dispersar em debates detalhados. A afinação faz-se com a prática. Líderes que sejam agregadores de vontades colectivas.

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