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KEMIN, FAZER BEM À PRIMEIRA

KEMIN, FAZER BEM À PRIMEIRA


Fruto de grandes mudanças no último século, a indústria agro-alimentar pode, hoje em dia, contar com a ajuda essencial da tecnologia para, cada vez mais, corresponder às necessidades em termos de qualidade e quantidade.

É neste domínio que se insere a Kemin Health Europe, uma empresa pertencente ao grupo americano Kemin Health que se dedica à produção e comercialização do nutriente luteína sob a marca FloraGlo. Objectivo: melhorar a alimentação a nível mundial com ingredientes funcionais que sejam o mais eficazes possível, recorrendo a tecnologia avançada.

Para além de uma presença muito forte nos Estados Unidos, o grupo tem na Europa e na Ásia dois centros de expertise responsáveis por mercados específicos. Na Europa, a sede é em Lisboa. O trabalho desenvolvido em Portugal foi já reconhecido internacionalmente, quando em 2003 a Kemin foi galardoada com o prémio “Brand Awareness Development” atribuído pela conceituada Frost & Sullivan’s que reconheceu o sucesso no desenvolvimento da notoriedade da marca FloraGlo. É este o grande desafio da Kemin Health: fomentar
a utilização da luteína e, em paralelo, identificar um modelo de negócio que assegure a actividade depois do término da patente.

Dr. Carlos Fiadeiro

Dr. Carlos Fiadeiro
Senior Vice President da Kemin

Estratégia Passa pelo Aproveitamento dos Novos Mercados de Leste

Em termos de estratégia, de acordo com o Senior Vice President da Kemin, Dr. Carlos Fiadeiro, “o objectivo a nível nacional é manter a quota de mercado, continuando a desenvolver acções para apoiar os clientes e a nível internacional consolidar a presença da empresa em mercados como a França e Reino Unido, procurar novas oportunidades nos restantes países e continuar a expansão nos novos mercados de Leste”.

Este é mais um caso ilustrativo da dimensão de Portugal e da neutralidade do País que, face à geopolítica dos países do leste europeu, permite o investimento nos mesmos, sem o obstáculo de associação a recentes passados históricos conflituosos;

O sucesso confirma-se e o exemplo da Kemin revela como é fundamental que os empresários portugueses olhem para além da fronteira luso-espanhola e invistam em zonas de elevado potencial de crescimento.

É no âmbito do processo de contínuo desenvolvimento e de aposta na qualidade, que a Leadership se encontra a trabalhar com a Kemin, para além do intuito de clarificar e estabelecer regras de funcionamento interno para uma melhoria contínua da actividade, está a desenvolver um sistema de gestão da qualidade segundo a norma ISO 9001:2000 e consequente obtenção da certificação através de uma auditoria a realizar pela entidade Lloyd’s Register Quality Assurance.

Projectos que merecem o reconhecimento por parte da Kemin. “Estou muito contente com os resultados obtidos até ao momento. O tipo de comunicação estabelecido entre a Leadership e os diferentes departamentos da Kemin e a metodologia utilizada, facilitaram o desenvolvimento e o início da implementação do sistema da qualidade”, afirma o Dr. Carlos Fiadeiro.

O que é a Luteína?

A luteína é um ingrediente que se encontra essencialmente nos vegetais, particularmente nos verdes. Encontra-se ainda em menores proporções noutros alimentos como o milho e os ovos.

A luteína comercializada é maioritariamente extraída de pétalas do Cravo da Índia (Tagetes erecta) que é a fonte natural com maior conteúdo em luteína. No entanto, a luteína aí presente encontra-se na sua forma esterificada a qual representa menos de 10% da forma de luteína presente na dieta humana. Embora existam no mercado produtos com ésteres de luteína, a Kemin optou por produzir luteína livre purificada, a forma mais abundante na dieta humana (espinafres, couves, nabiças, etc.) e que, não necessitando de sofrer um processo endógeno de desterificação, como no caso dos ésteres de luteína, é directamente absorvida pelo organismo. FloraGlo é o nome/marca do produto comercializado pela Kemin, o único produto classificado como GRAS (Generally Recognised As Safe). Este estatuto permite a inclusão desta marca de luteína em certos alimentos e bebidas. Por outro lado, esta substância encontra-se ainda em produtos de cosmética, suplementos vitamínicos, entre outros.

Jorge Cravo

Para Jorge Cravo, Gestor do Projecto e Assistant Manager na Leadership, “Os sistemas de gestão da qualidade são um factor de competitividade das organizações, sendo fundamental que o seu desenvolvimento esteja integrado numa cultura de inovação, claramente orientada para a satisfação dos clientes, para a geração de valor e para a melhoria contínua da performance.” Acrescenta no entanto que “para isso é necessário evitar abordagens burocráticas e focar sempre na qualidade na óptica do cliente final.”

Vantagens do consumo de luteína em produtos que não sejam alimentos

A absorção dos carotenóides a partir dos alimentos é complexa e depende de vários factores como a idade do indivíduo, a quantidade e o tipo de gordura na dieta e o nível de processamento do alimento (cru, cozido, triturado, inteiro, etc).

Em média, um europeu consome 2-3mg de luteína por dia e um norte-americano 1-2mg diários. Não está estabelecida uma Dose Diária Recomendada (DDR) para a luteína. No entanto, um estudo epide-miológico feito pela Universidade de Harvard observou que os indivíduos que consumiam diariamente 6mg ou mais de luteína apresentavam um risco de desenvolver Degenerescência Macular ligada à Idade (DMI) 57% inferior ao dos que consumiam menos de 1mg.

A luteína livre purificada é segura até níveis muito mais elevados do que os recomendados para a protecção da retina. Como suplemento dietético, a luteína é usada há mais de uma década nos EUA e desde 1996 na Europa, sem qualquer registo de toxicidade.

Tendo em conta todos os dados científicos disponíveis, uma comissão de peritos em toxicologia da Organização Mundial de Saúde estabeleceu um nível aceitável de luteína até 2mg/Kg de peso corporal, o que, num indivíduo que pese 70Kg, equivale a uma dose diária de luteína de 140mg! Outra vantagem do uso de luteína suplementada é a dificuldade em obter os 6mg de luteína recomendados a partir de uma dieta ocidental típica.

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