Português EnglishSpanish (ES)

Entrevista a Torben Rankine
Responsável pelo Escritório de Madrid

Torben Rankine

PERFIL
Torben Guy Rankine, Responsável pelo Escritório de Madrid

 

Torben Rankine vive em Espanha há mais de seis anos, mas nasceu em Lisboa, em 1974. Filho de pai escocês e mãe holandesa, estudou no Liceu Francês em Lisboa e na Escola Sherbone em Inglaterra,. Licenciou-se na Escócia, na Universidade de Edinburgo, em Administração de Empresas, conjuntamente com Estudos Espanhóis.

O seu percurso profissional inclui o ABN-Amro em Buenos Aires, a Procarne no Chile, e uma auditora espanhola . Antes de se fixar em Madrid, Torben passou ainda por uma empresa de consultoria de gestão em Lisboa. Já definitivamente na capital espanhola ajudou a criar esta empresa de consultoria em Espanha. Mais tarde, teve ainda a oportunidade de trabalhar na secção comercial da Embaixada dos Estados Unidos e para uma empresa de assessoria financeira com sede na Suiça.

Neste contexto, o desafio de montar uma empresa de consultoria de gestão em Madrid foi uma oportunidade para utilizar a sua vasta experiência internacional num cargo que requer muita energia, inovação, e capacidade de relacionamento. Pós-graduado em Marketing pelo Chartered Institute of Marketing e em Financial Planning pelo Chartered Insurance Institute, ambos do Reino Unido, Torben conta empregar a sua experiência internacional no apoio às empresas portuguesas que se estabelecerem em Espanha.

Apesar da intensa actividade profissional, Torben ainda tem tempo para outras lides. Desportista activo, já representou Portugal no raguêbi e no cricket, desportos que já o levaram a países como a Roménia, Áustria, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, entre outros.

Actualmente, para além do trabalho na Leadership é tesoureiro do Fórum dos Portugueses, uma associação sem fins lucrativos que organiza eventos com figuras públicas luso-espanholas e eventos culturais.

 

O que motivou o arranque do escritório de Madrid?
O arranque do escritório de Madrid deve-se a três motivos. Primeiro, o mercado ibérico é cada vez mais uma realidade. Neste sentido achamos que, para servirmos melhor os nossos Clientes, temos de ter uma oferta de serviços nas duas capitais onde estão sediadas as grandes empresas e a administração pública. A partir daí servimos as diversas regiões.

O segundo motivo prende-se com o ciclo económico que Espanha esta actualmente a viver. A Espanha tem beneficiado de um crescimento médio anual de 2,5% desde o ano 2000, conjuntamente com uma taxa de juro e de inflação a nível europeu. A gestão pública rigorosa tem permitido às empresas espanholas crescer e expandirem-se, apesar da crise na bolsa nos primeiros 3 anos do novo milénio.
Por último, a oportunidade de maior equilíbrio no mercado ibérico. Neste momento, existem aproxi-madamente 3.400 empresas registadas em Portugal com capital maioritário espanhol e só 300 empresas portuguesas com investimento directo em Espanha. Achamos que existe espaço para a entrada de empresas portuguesas em Espanha. Ao mesmo tempo existe um saldo negativo no que respeita a exportações portuguesas para Espanha, o que significa que também existem oportunidades de maior venda de produtos portugueses em Espanha.

Espanha é uma grande economia. Estão concentrados em algum sector ou área de negócio?
O nosso primeiro objectivo é atrair empresas portuguesas que querem entrar ou expandir os seus negócios em Espanha, e vice-versa, para além das empresas que designamos de “empresas ibéricas” ou “departamentos ibéricos”. Isto é, empresas, centros de responsabilidade ou unidades de negócio, que actuam indiferenciadamente nos dois países.

O mercado espanhol tem fama de “nacionalista”. Pensa que isso poderá ser uma ameaça ao desenvolvimento da Leadership?
Sem dúvida que tomamos esse aspecto em consideração.
No entanto, a crescente competitividade entre empresas obriga-as a tomarem decisões cada vez mais baseadas em critérios rigorosos de qualidade/preço. E aí estamos confiantes. Repare que os nossos dois primeiros projectos em Espanha são em empresas espanholas.

Qual o enfoque do escritório de Madrid?
Numa primeira fase, vamos concentrar-nos nas empresas portuguesas que querem entrar ou expandir o seu negócio em Espanha, bem como em empresas espanholas que necessitem de apoio em Portugal. Vamos alavancar-nos fortemente no escritório de Lisboa e na rede de experts internacionais da Leadership. Ao mesmo tempo estamos a tentar aproveitar a rede de contactos e a prática da nossa equipa em Madrid. Nesta primeira fase estamos a apostar mais em serviços relacionados com marketing estratégico, estudos de mercado, no apoio ao arranque à expansão de negócios em Espanha e à gestão de parcerias, ao estudo e acompanhamento de fusões e aquisições.

Espanha é um bom mercado para as empresas portuguesas?
Para além de ser um mercado bem maior do que o nosso, está em franco crescimento. Para além de ser visto como um mercado de exportação, deve ser visto como um mercado “interno” por certo tipo de empresas que necessitam de massa crítica e economias de escala para se lançarem para outros mercados.
Acho que a presença de empresas portuguesas em Espanha devia ser uma prioridade não só pela dimensão do mercado mas também pelas oportunidades fora da península ibérica, nomeadamente na exploração de mercados da América do Sul como o Brasil e mesmo Angola. São países com um grande potencial nos quais uma actuação conjunta faria sentido.

 

 

UK betting sites, view information for Sign Up Bonuses at bookmakers